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Amazônia · Resex Chico Mendes
Coletivo fundado em 2019
18 artesãs
Seringal Guanabara · Acre
Um coletivo de mulheres extrativistas que transforma sementes, fibras e resíduos da floresta em biojoias, cestaria e arte têxtil — mantendo viva a cultura da Reserva Extrativista Chico Mendes e a floresta em pé.
Ateliê Florescer · uma iniciativa da APANSS
NOSSA HISTÓRIA
Nossa história começa em 12 de março de 1990, com a criação da Reserva Extrativista Chico Mendes — um marco no reconhecimento da luta dos nossos avós e pais, extrativistas que resistiram para preservar a floresta e garantir seus direitos. As mulheres sempre estiveram presentes nesse processo, ativas e fundamentais, ainda que muitas vezes contidas no silêncio.
Em 2019, durante a pandemia da Covid-19, um grupo de mulheres se reuniu para compartilhar experiências, desafios e sonhos. Foi nesse encontro de força e resiliência que nasceu o Grupo de Mulheres Florescer, que se transformou no Ateliê Florescer.
“No início, éramos 24 mulheres. Hoje somos 18, unidas pelo propósito de fortalecer nossas tradições, gerar autonomia e valorizar nosso trabalho.”
Em 35 anos de Reserva, somos o primeiro grupo artesanal de um território com quase 1 milhão de hectares — provando que as mulheres da floresta têm voz, força e potencial para prosperar.
Iranilce Pereira da Silva Lanes · Artesã extrativista
O QUE FAZEMOS
Colares, brincos e adornos feitos de sementes amazônicas e resíduos de madeira — nossa principal atividade, nascida das oficinas de design na comunidade.
Trançados em fibras vegetais nativas, arte milenar de origem indígena transmitida entre gerações e mantida viva no Seringal Guanabará.
Crochê e fuxico que unem a tradição nordestina de nossas avós às cores e fibras da Amazônia.
Objetos que levam a floresta para dentro de casa e doces, compotas e geleias de frutas nativas — açaí, cupuaçu e buriti.
MATÉRIAS DA FLORESTA
Cada peça começa numa semente, numa fibra, numa casca. Este é o inventário vivo da matéria-prima que a floresta nos oferece — o nome que a comunidade usa, o nome científico, quando se colhe e no que se transforma. Levantamento realizado na Comunidade Palmeira (dez. 2024).
Phytelephas macrocarpa
O “marfim vegetal” da Amazônia. A palmeira frutifica uma vez ao ano; cada cacho abriga em média nove ouriços, com 3 a 4 sementes cada.
Coleta: Frutificação anual
Vira: Biojoias, adornos
Socratea exorrhiza
Semente de casca marcada, muito requisitada. Cai naturalmente ao solo durante a frutificação.
Coleta: Out – Jan
Vira: Colares, brincos, mosaicos
Hymenaea courbaril
Árvore de grande porte. As sementes caem durante a frutificação e são secas ao sol antes de virar arte.
Coleta: Jan – Mai
Vira: Biojoias
Euterpe oleracea
Palmeira nativa cuja coleta não exige desmatamento. Além da polpa, casca e caroços viram fibra e adorno.
Coleta: Jul – Dez
Vira: Biojoias, fibra têxtil
Hevea brasiliensis
A árvore do látex e da nossa história. Depois da coleta da borracha, as sementes de casca dura viram biojoia.
Coleta: Mar – Jul
Vira: Colares, pulseiras, adornos
Amphilophium crucigerum
Sementes arredondadas de casca dura, colhidas após a maturação das flores. Valorizadas pela resistência.
Coleta: Jun – Set
Vira: Peças duráveis, adornos
Bertholletia excelsa
A casca espinhosa da castanheira-do-pará, uma das árvores mais emblemáticas da Amazônia, reaproveitada como matéria-prima.
Coleta: Out – Mar
Vira: Bijuterias, objetos decorativos
Gynerium sagittatum
Casca colhida na seca, em pleno ciclo vegetativo, quando apresenta as melhores características para o trabalho.
Coleta: Ago – Nov
Vira: Artefatos, trançados
Shepeshferu (língua Pano)
Espécie de propriedades medicinais, comum às margens de rios e igarapés. Sua semente vermelha é muito usada nas biojoias.
Coleta: Jan – Mai
Vira: Biojoias
Mauritia flexuosa
Extraída das folhas maduras da palmeira. Elástica, forte e resistente à água — ideal para trançados e têxteis.
Também: Jupati, bacaba, malva
Vira: Cestos, tapetes, bolsas
Fonte: “Diagnóstico das aptidões artesanais e a matéria-prima vegetal na Comunidade Palmeira”, por Silvana Maria Lessa de Souza (dez. 2024). Alguns nomes científicos do documento original pedem revisão botânica antes da publicação final — buriti, jutaí e patuá aparecem sob a mesma espécie.
CALENDÁRIO DE COLETA · A FLORESTA AO LONGO DO ANO
Há colheita o ano inteiro: cada espécie tem seu tempo, e o calendário das mãos acompanha o calendário da floresta.
NOSSAS PEÇAS
Colares, brincos e pulseiras de sementes e resíduo de madeira. Peças exclusivas, feitas à mão.
Adornos que combinam saber tradicional e design contemporâneo, cada um único.
Objetos que levam a essência da natureza e da cultura extrativista para dentro de casa.
Ao adquirir uma peça, você se torna parte de um movimento de empoderamento feminino, preservação ambiental e fortalecimento da cultura extrativista.
RECONHECIMENTO
Sandália da coleção Arezzo com biojoias produzidas pelo Ateliê Florescer.
Participação no Salão de Design e Sustentabilidade, no Rio Grande do Sul — um dos maiores eventos de moda sustentável do Brasil.
RIO GRANDE DO SUL · JAN. 2025
Contratos para produção de biojoias que integram coleções de calçados sustentáveis de grandes marcas.
PARCERIAS DE MODA
Intercâmbio cultural: troca de sementes e saberes, fortalecendo laços de resistência entre as mulheres do Ateliê e os povos indígenas.
INTERCÂMBIO DE SABERES
Projetos Respira Amazônia (SEBRAE / APEX Brasil) impulsionam a expansão e a internacionalização do nosso trabalho artesanal.
APOIOS FUNDAMENTAIS PARA NOSSA JORNADA
CONTATO
“Fortalecer o protagonismo das comunidades guardiãs da floresta e da cultura é semear um futuro onde saberes ancestrais florescem em resistência, beleza e autonomia.”
Iranilce Pereira da Silva Lanes · Presidente da APANSS
+55 68 99250-3475
atelierflorescer04@gmail.com
@atelier_florescer.ac
ONDE ESTAMOS
Colocação Palmeiras I, Seringal Guanabara — Reserva Extrativista Chico Mendes · Brasiléia — Acre
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Ateliê Florescer · Amazônia · Resex Chico Mendes — iniciativa da Associação de Produtores Agroextrativistas Nossa Senhora dos Seringueiros (APANSS) · Colocação Palmeiras I, Seringal Guanabara · Brasiléia, Acre — Brasil